As resistências do Ministério da Economia quanto à ampliação
do vale-gás, que consta em um dos projetos sobre o preço dos combustíveis,
diminuiu nos últimos dias, segundo fontes da equipe econômica. As propostas
devem ser analisadas pelo Senado Federal, na próxima terça-feira (8).
Diante do aumento no valor do barril de petróleo, o titular
da pasta, Paulo Guedes, tem sido pressionado para aceitar que a quantidade de
brasileiros beneficiados pelo auxílio praticamente dobre. Neste momento, a
análise dos servidores mais ligados ao ministro é de que ele está menos
resistente à hipótese.
Para Guedes, essa opção seria melhor do que alterar o preço
final do combustível, pois poderia ser visto pelo mercado como uma interferência
do Estado na Economia. A informação chegou às lideranças governistas, que
tentam apontar de qual fonte orçamentária sairiam os recursos para arcar com a
medida.
O relator do projeto, Jean Paul Prates (PT-RN), ainda não foi
procurado pelo governo para alterar o parecer. Há a expectativa de contato nos
próximos dias, para evitar que a proposta chegue ao plenário com grandes
chances de ser alterada sem avaliação prévia da Economia.
A votação dos projetos que tratam do preço dos combustíveis
foi adiada por falta de acordo entre senadores. Entre os principais motivos,
estavam o impacto fiscal do auxílio-gás, que custaria R$ 1,9 bilhão por ano, e
a eventual queda de arrecadação dos estados e municípios.
Após reforçar que o projeto seria analisado na semana que
vem, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), se reuniu com Prates
nesta quinta-feira (3). Interlocutores de Pacheco afirmam que a preocupação com
os governadores continua. O texto altera os cálculos do ICMS e prevê uma
alíquota única entre os estados. CNN
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