O Rio Grande do Norte
tem o terceiro maior preço médio da gasolina C comum no Nordeste, de acordo com
o mais recente levantamento da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e
Combustíveis (ANP). Somente Piauí e Alagoas têm preços médios mais altos,
respectivamente, R$ 6,479 e R$ 6,186. Entre as capitais, Natal também é a
terceira com maior preço na região (R$ 6,030). Em Teresina, o valor médio é R$
6,476; em Maceió, R$ 6,176.
De acordo com o levantamento da ANP referente à semana de 22
a 28 de agosto, o preço do litro da gasolina já ultrapassa os R$ 7 em três
regiões do País – Norte, Sudeste e Sul. Neste mês (até 28/08), a gasolina
acumula alta de 1,98%, ante julho, sendo 0,44% somente na última semana,
chegando a um valor médio no País de R$ 5,922.
No RN, o preço médio da gasolina C Comum registrou queda de
0,38% na semana de 22 a 28 de agosto, passando de R$ 6,108 para R$ 6,085, e de
2,72% em quatro semanas. No mês, a alta foi de 2,82%, com preço caindo de R$
6,305 em julho, para R$ 6,127 em agosto. Na capital, o valor médio caiu 0,81%
na semana passada, saindo de R$ 6,079 para R$ 6,030, e 3,89%, em quatro
semanas, segundo a ANP.
O maior preço médio da gasolina foi encontrado em Bagé, no
Rio Grande do Sul (R$ 7,219/litro), e o mais barato em alguns municípios de São
Paulo, inclusive a capital (R$ 5,099/litro). O preço médio do País ficou em R$
5,982 por litro na semana passada. O último aumento da gasolina foi realizado
nas refinarias da Petrobras em 12 de agosto, da ordem de 3,5%.
Após um ano e três meses de altas consecutivas, o valor do
combustível acumula aumento de 53,54% desde maio do ano passado, dois meses
após o começo da pandemia, quando o preço médio era de R$ 4,01, segundo análise
da ValeCard, empresa especializada em soluções de gestão de frotas. No ano, a
gasolina já subiu 51%.
Obtidos por meio do registro das transações realizadas entre
os dias 1º e 29 de agosto com o cartão de abastecimento da ValeCard em cerca de
25 mil estabelecimentos credenciados, os dados mostram que Amapá (6,65%) e
Distrito Federal (6,43%) registraram as maiores altas no período. Apenas o Rio
Grande do Norte apresentou queda no valor do combustível no período (-1,43%).
Entre as capitais, o valor médio do combustível foi de R$ 6,111.
Rio de Janeiro (R$ 6,52) e Brasília (R$ 6,379) foram as que
apresentaram maiores preços em agosto. Já os menores valores médios foram
encontrados em Curitiba (R$ 5,658) e São Paulo (R$ 5,692).
Explicações
Segundo analistas, apesar dos 20 aumentos já aplicados na
gasolina este ano, ainda existe defasagem em relação ao mercado internacional,
o que deve ser recomposto gradualmente pela Petrobras ao longo do tempo, à
medida em que o preço do petróleo evolui no mercado internacional.
Nesta segunda-feira (30), o petróleo reduzia perdas
registradas na semana passada e operava cotado a US$ 71,61 o barril do tipo
Brent. Além do impacto da alta do petróleo, o preço da gasolina no posto de
abastecimento também tem sido afetado pela adição do etanol, produto também em
alta no mercado, cuja mistura obrigatória ao combustível fóssil é da ordem de
27%.
Etanol
O preço médio do etanol no País no mês de agosto foi de R$
4,499. Apesar da sequência de altas da gasolina, esse combustível ainda segue
sendo o mais vantajoso para se abastecer o veículo em todo o País. O método
utilizado nesta análise, descontando fatores como autonomias individuais de
cada veículo, é de que, para compensar completar o tanque com etanol, o valor
do litro deve ser inferior a 70% do preço da gasolina.
No Estado, o etanol hidratado teve redução de 0,53%, caindo
de R$ 5,518 para R$ 5,489, na semana passada. Mas continua com o quarto preço
médio mais alto do País, e o maior do Nordeste. Em 12 meses, houve aumento de
53,49%. No caso do óleo diesel S10, o RN tem o segundo maior preço no Nordeste
(R$ 4,911), superado apenas por Alagoas (R$ 5,018). A variação na semana
passada foi de 0,37%, e em quatro semanas, 0,28%.
Fonte: Tribuna do Norte