A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid no Rio Grande do Norte ouviu nesta quarta-feira (25) dois servidores da Unicat sobre a compra de EPIs.
Além disso, a CPI aprovou um pedido para solicitação de uma
cópia da operação Lectus, da PF e CGU, que investiga irregularidades em
contratos de UTI Covid no RN, e intimou o secretário-executivo do Consorcio
Nordeste, Carlos Gabas durante evento em Natal.
"Essa operação foi feita em cima de um dos contratos que
nós investigamos na CPI. Nós precisamos juntar as duas documentações. A CPI
está recebendo diversos documentos sigilosos de várias investigações que estão
ocorrendo em cima da secretaria de saúde", disse o presidente da CPI,
Kelps Lima.
Já Carlos Gabas deve ser ouvido no dia 6 de outubro. Ele vai
falar sobre o contrato da compra de respiradores pulmonares que foram pagos
pelo governo do do RN e não foram entregues no inicio da pandemia.
Sessão de quarta
Os dois servidores da Unicat ouvidos foram a farmacêutica
Elaine Correia Tavares de Araújo e o diretor-técnico Thiago Augusto Vieira da
Silva. Eles falaram na condição de testemunhas.
O contrato em investigação é o da compra de equipamentos de
EPIs como toucas, aventais e sapatilhas para a rede pública de saúde. A empresa
terceirizada que venceu a concorrência entregou aventais de gramatura
diferente: 30 gramas ao invés de 50 gramas, que constava no edital.
"Se você compra um material com 50 gramas e recebe um de
30 gramas e o preço dos dois são diferente, logicamente houve um prejuízo ao
erário", disse o deputado Gustavo Carvalho (PSDB).
"O requerimento de CPI apontou para uma série de
supostas irregularidades na contratação desses Equipamentos de Proteção
Individual. Aqui, no depoimento dos servidores, em nenhum momento isso se
materializou", disse o relator da CPI, Francisco do PT.
Fonte: G1

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