A presidente
nacional do PT e deputada federal pelo Paraná, Gleisi Hoffmann, confirmou que
na próxima segunda-feira 31, será realizada nova reunião para que seja iniciada
as discussões sobre a “carta programática” da Federação entre o seu partido, o
PSB, PCdoB e PV, além da continuidade do debate sobre os temas de organização.
“No caso de aprovação da Federação pelos partidos, a carta será a base para
orientar as ações da Federação e seus integrantes. Com deliberação por 2/3, a
Federação poderá ser um instrumento cotidiano de construção de cosensos e de
unidade política”, afirmou Gleisi ao Portal do PT.
Na última
reunião entre dirigentes do PT, PSB, PCdoB e PV às negociações para a formação
de uma federação partidária avançaram nas definições de como será o comando da
federação que essas legendas pretendem formar, para atuar em conjunto pelos
próximos quatro anos. A direção da frente deve ser composta por 50 integrantes.
A ideia é que seja estabelecido um colegiado em que cada partido tenha um
número de representantes proporcional ao número de votos de cada sigla na
Câmara dos Deputados.
Neste caso, o
PT ficaria com 27 cadeiras, o PSB, com 15, o PCdoB e o PV teriam, cada um, 4
vagas. Para garantir que os partidos pequenos sejam ouvidos, deve ser
instituída uma regra em que toda decisão precisará de um quórum mínimo de dois
terços de votantes. Além disso, a federação deve ter um presidente e outros
três vice-presidentes – totalizando uma vaga para cada sigla. Os partidos ainda
discutem se adotarão um rodízio na presidência da federação, ou seja, em cada
ano uma legenda ficaria com a presidência.
A presidente
do PCdoB e vice-governadora de Pernambuco, Luciana Santos, considerou que o
encontro foi exitoso, avançando em pontos importantes da construção do bloco.
“A reunião foi muito produtiva no sentido de buscar entendimentos acerca de uma
formatação estatutária que reflita a proporcionalidade dos partidos”, informou
ao Portal do PCdoB Luciana Santos, argumentando que é importante a consolidação
de uma estrutura que garanta governabilidade na direção, propiciando um
ambiente favorável para o exercício da unidade política necessária no momento
tão adverso que a gente está passando no Brasil.
Segundo o
presidente do PSB, Carlos Siqueira, o partido ainda não fechou questão sobre a
federação, porque sendo uma instituição nova não é uma coisa simples. “Há um
entendimento de todos os partidos de predisposição de participar. No PSB, ainda
há uma discussão interna”, declarou. A
questão do prazo para negociação também preocupa as agremiações. Por conta
disso, os dirigentes partidários devem protocolar no Tribunal Superior Eleitoral
(TSE) um recurso pedindo mais prazo para a definição das federações
partidárias. Os partidos também vão solicitar uma audiência com o presidente da
Corte Eleitoral, Luís Roberto Barroso.
Prazo – Pelo
calendário do TSE, partidos e federações que tenham o desejo de participar das
eleições de 2022 precisam estar registrados até 2 de abril deste ano, seis
meses antes do primeiro turno da eleição presidencial. O apoio às candidaturas
ao Planalto, contudo, tem mais tempo para ser discutido, até 15 de agosto.
AGORA RN
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