Policiais Civis do RN e servidores da Secretaria de Segurança
Pública e Defesa Social (Sesed) anunciaram a suspensão da paralisação iniciada
na manhã desta terça-feira (25). A decisão foi tomada em assembleia geral, após
uma reunião com representantes do governo do estado, à tarde.
As categorias reivindicam a suspensão de uma ação que
pretende retirar o benefício do adicional por tempo de serviço e a implantação
de um plano de carreira.
A presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Rio Grande
do Norte (Sinpol-RN), Edilza Faustino, conta que "a categoria espera uma
resposta do governo à proposta que foi apresentada ainda em novembro de 2021 em
relação ao ADTS dos policiais civis".
"Nesta tarde, os representantes do Comitê Gestor do
Governo Estado afirmaram que não tinham tido conhecimento dessa proposta. Ou
seja, mesmo o sindicato tendo buscado várias secretarias e conversado com o
Gabinete Civil sobre o essa proposta, o Executivo não analisou para
negociar", falou.
O Comitê Gestor agendou uma reunião para segunda-feira (31)
para apresentar uma possível solução. "Nós apresentamos o que foi
discutido com o Executivo e os policiais civis decidiram suspender a
paralisação por entender que o diálogo foi retomado e a proposta será avaliada",
completa Edilza.
Sobre os servidores da Segurança, que lutam pelo Plano de
Cargos, Carreira e Remuneração, também foi deliberado pela suspensão da
paralisação deles. O Sinpol vai buscar o Gabinete Civil para tratar dessa
pauta.
Em comunicado à imprensa, o governo do estado informou que
estuda uma alternativa para evitar "uma possível perda de até 35% na
remuneração devido à ação judicial movida pelo Ministério Público Estadual que
alega inconstitucionalidade no pagamento do adicional por tempo de serviço das
categorias".
"A determinação da governadora Fátima Bezerra é evitar
qualquer perda salarial aos servidores", disse o Controlador-Geral do
Estado, Pedro Lopes.
Ele acrescentou que o Estado vai buscar a solução jurídica e
administrativa possível para evitar qualquer prejuízo às categorias, e que
voltará a se reunir com os representantes na próxima segunda-feira (31) para
apresentar uma proposta.
Paralisação
Pela manhã, o sindicato realizou mobilizações dos
trabalhadores em frente à Central de Flagrantes, em Natal, e nas delegacias
regionais, no interior.
Segundo o Sinpol, os cerca de 950 agentes e escrivães na
ativa pedem a não retirada do adicional por tempo de serviço - haveria redução
real de salário de até 35%, conforme o sindicato.
A paralisação do Sinpol ocorre no momento em que a categoria
negocia com o governo do estado alternativas para impedir essa redução de
salário.
Sobre os servidores da Secretaria de Segurança, a categoria
afirma que espera há anos a implantação do Plano de Cargos, Carreira e
Remuneração. As negociações com o atual Governo também não avançaram.
G1
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