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sábado, janeiro 29, 2022

SESAP NÃO RESPONDE ÀS DENÚNCIAS SOBRE SITUAÇÃO CAÓTICA NO HOSPITAL WALFREDO GURGEL

 


“Fale com Lyane Ramalho Cortez, a secretária-adjunta da Sesap”. Essa foi a resposta que recebemos nesta quinta-feira 27, às 10h59, do secretário estadual de Saúde Pública, Cipriano Maia, quando questionado sobre as graves denúncias feitas pela servidora pública e pré-candidata ao governo do Rio Grande do Norte, Rosália Fernandes (PSTU), em relação ao que acontece no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel.

A reportagem tentou ouvir a equipe do governo do Estado e da Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap) nos últimos dois dias, incansavelmente. O primeiro contato aconteceu com o secretário Cipriano Maia, ainda na quinta. O objetivo foi dar oportunidade para que o governo pudesse esclarecer a situação enfrentada pelos servidores e pacientes do maior hospital de urgência e emergência do Estado. Também foi saber quais as ações ou projetos que a gestão possui ou preparará para resolver a crise ou pelo menos, amenizar os problemas na unidade.

Diante das inúmeras tentativas de contato, a assessoria de imprensa da Sesap chegou a agendar uma entrevista com o AGORA RN às 14h desta sexta-feira 28, com a secretária-adjunta de Saúde, Lyane Ramalho Cortez. Porém, sem entrar em detalhes, a pasta desmarcou o compromisso firmado, declarando que, “em virtude da alta no número de casos da Covid-19 no Rio Grande do Norte, a secretária estava tendo várias audiências com hospitais privados”, justificou.

“É uma reunião atrás da outra para a abertura de leitos, porque a fila está enorme na Pediatria. A gente está quase enlouquecendo. Então, vocês (do AGORA RN) podem nos enviar as perguntas e ela (secretária-adjunta) vai respondendo”, sugeriu a assessoria da Sesap. Enviamos os questionamentos, mas até o fechamento desta edição, às 18h, não obtivemos nenhuma resposta.

Questionado sobre o porquê o titular da pasta, o secretário Cipriano Maia, não respondeu aos nossos questionamentos desde a última quinta-feira, a equipe da Sesap foi evasiva e se limitou a dizer que ele estava em São Paulo, mas também não entrou em detalhes.

 

“É comum ver pacientes morrendo no Walfredo”, disse Rosália

 

Em entrevista ao AGORA RN, Rosália Fernandes, chegou a afirmar que, “é comum presenciar pacientes morrendo no Walfredo, por falta de condições adequadas e dignas de trabalho. E acredito ainda que mais pessoas devem ter morrido na porta do hospital, a espera de atendimento médico, como foi o caso do idoso José William, no ano passado”, lamentou.

Em outro trecho, a servidora pública denunciou que, “faltam itens básicos e simples, como papel toalha, sabonetes, lençóis e alimentação. Muitas vezes, dão apenas quentinhas, que são muito ruins. As cirurgias de urgências deixaram de ser realizadas. Não tem fios de sutura. Usam fios de sutura de espessuras diferentes. Por exemplo, um médico vai fazer uma operação em um paciente e precisa de um fio de sutura número quatro ou cinco, mas, como não tem esses números, é usado o fio de número três”, explicou.

Rosália relembrou ainda, com desgosto, as “cenas de horror” registradas por meio de fotos, “essa imagem do escorpião foi registrada dentro das UTIs do Walfredo. Tem outra foto, que mostra o teto da endoscopia, que fica dentro do pronto-socorro, que está desabando na cabeça dos pacientes”, disse, com muito pesar.

 

AGORA RN





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