“Fale com
Lyane Ramalho Cortez, a secretária-adjunta da Sesap”. Essa foi a resposta que
recebemos nesta quinta-feira 27, às 10h59, do secretário estadual de Saúde
Pública, Cipriano Maia, quando questionado sobre as graves denúncias feitas
pela servidora pública e pré-candidata ao governo do Rio Grande do Norte,
Rosália Fernandes (PSTU), em relação ao que acontece no Hospital Monsenhor
Walfredo Gurgel.
A reportagem
tentou ouvir a equipe do governo do Estado e da Secretaria Estadual de Saúde
Pública (Sesap) nos últimos dois dias, incansavelmente. O primeiro contato
aconteceu com o secretário Cipriano Maia, ainda na quinta. O objetivo foi dar
oportunidade para que o governo pudesse esclarecer a situação enfrentada pelos
servidores e pacientes do maior hospital de urgência e emergência do Estado.
Também foi saber quais as ações ou projetos que a gestão possui ou preparará
para resolver a crise ou pelo menos, amenizar os problemas na unidade.
Diante das
inúmeras tentativas de contato, a assessoria de imprensa da Sesap chegou a
agendar uma entrevista com o AGORA RN às 14h desta sexta-feira 28, com a
secretária-adjunta de Saúde, Lyane Ramalho Cortez. Porém, sem entrar em
detalhes, a pasta desmarcou o compromisso firmado, declarando que, “em virtude
da alta no número de casos da Covid-19 no Rio Grande do Norte, a secretária
estava tendo várias audiências com hospitais privados”, justificou.
“É uma reunião
atrás da outra para a abertura de leitos, porque a fila está enorme na
Pediatria. A gente está quase enlouquecendo. Então, vocês (do AGORA RN) podem
nos enviar as perguntas e ela (secretária-adjunta) vai respondendo”, sugeriu a
assessoria da Sesap. Enviamos os questionamentos, mas até o fechamento desta
edição, às 18h, não obtivemos nenhuma resposta.
Questionado
sobre o porquê o titular da pasta, o secretário Cipriano Maia, não respondeu
aos nossos questionamentos desde a última quinta-feira, a equipe da Sesap foi
evasiva e se limitou a dizer que ele estava em São Paulo, mas também não entrou
em detalhes.
“É comum ver
pacientes morrendo no Walfredo”, disse Rosália
Em entrevista
ao AGORA RN, Rosália Fernandes, chegou a afirmar que, “é comum presenciar
pacientes morrendo no Walfredo, por falta de condições adequadas e dignas de
trabalho. E acredito ainda que mais pessoas devem ter morrido na porta do
hospital, a espera de atendimento médico, como foi o caso do idoso José
William, no ano passado”, lamentou.
Em outro
trecho, a servidora pública denunciou que, “faltam itens básicos e simples,
como papel toalha, sabonetes, lençóis e alimentação. Muitas vezes, dão apenas
quentinhas, que são muito ruins. As cirurgias de urgências deixaram de ser
realizadas. Não tem fios de sutura. Usam fios de sutura de espessuras
diferentes. Por exemplo, um médico vai fazer uma operação em um paciente e
precisa de um fio de sutura número quatro ou cinco, mas, como não tem esses
números, é usado o fio de número três”, explicou.
Rosália
relembrou ainda, com desgosto, as “cenas de horror” registradas por meio de
fotos, “essa imagem do escorpião foi registrada dentro das UTIs do Walfredo.
Tem outra foto, que mostra o teto da endoscopia, que fica dentro do pronto-socorro,
que está desabando na cabeça dos pacientes”, disse, com muito pesar.
AGORA RN
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