O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta quarta-feira
(23) que a Secretaria Especial do Esporte do Ministério da Cidadania deveria ter
“status de ministério”. A pasta é comanda por Marcelo Magalhães, elogiado pelo
chefe do Executivo.
“Confesso tem certas coisas que a gente só toma pé depois que
chega lá. E a Secretaria do Esporte realmente merece status de ministério, até
pelo tamanho do Brasil, até pela sua população chegando na casa dos 220 milhões
de habitantes”, disse em evento no Planalto de assinatura de plano direcionado
para a área de esporte.
Ao assumir em janeiro de 2019, Bolsonaro rebaixou o status do
então Ministério do Esporte e o incorporou ao Ministério da Cidadania. O
Ministério existia desde 1995. Foi criado pelo ex-presidente Fernando Henrique
Cardoso. Foi mantido durante os governos dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da
Silva e Dilma Rousseff.
Em janeiro de 2021, o presidente cogitou recriar o ministério
depois das as eleições para a presidência da Câmara e do Senado, mas a ideia
não avançou.
Bolsonaro declarou que a proposta de elaborar um plano
nacional para o esporte foi “ressuscitada” em seu governo. “Nós não queremos
fazer do esporte um instrumento político, mas um instrumento para realmente
integrar, fazer com que juventude se interesse por isso, porque isso também os
afasta das drogas e dos maus caminhos”, disse.
No evento, Bolsonaro também agradeceu os atletas presentes
por proporcionar “momentos de alegrias e satisfação” para a população.
Participaram da cerimônia: Daniel Dias, nadador paraolímpico; Maurren Maggi,
ex-atleta do salto em distância; André Domingos, atleta velocista; e o
ex-nadador olímpico e deputado federal Luiz Lima (PSL-RJ).
O medalhista olímpico André Domingos afirmou em discurso que
o plano vai beneficiar “crianças, professores e idealizadores do esporte”. Ele
também elogiou a atuação do governo no setor de esportes e disse que o
secretário Marcelo Magalhães é um “gigante” e “merece virar ministro”.
Quebra de promessa
Antes da eleição, Bolsonaro prometeu enxugar a estrutura e
disse que governaria com no máximo 15 pastas.
Na proposta de governo registrada em 2018 no Tribunal
Superior Eleitoral (TSE), Bolsonaro defendeu a redução ministerial e criticou o
que chamou de “loteamento do Estado”. Para o então candidato, “o país
funcionará melhor com menos ministérios”.
No entanto, três meses depois, em janeiro de 2019, empossou
22 ministros no Palácio do Planalto. Hoje tem 23 ministros. Se recriar o
Ministério do Esporte, governará com 24 pastas.
Portal 98
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