A taxa de morte por covid-19 entre pacientes não vacinados é
240 vezes maior que no caso dos pacientes que completaram o esquema vacinal e
tomaram a dose de reforço contra a doença, no Rio Grande do Norte.
O resultado foi publicado em um relatório divulgado nesta
sexta-feira (18) pelos pesquisadores do Laboratório de Inovação Tecnológica em
Saúde (Lais) da UFRN.
Para chegar às taxas, os pesquisadores cruzaram dados de dois
sistemas criados pelo laboratório e usados pelas autoridades de saúde no estado
ao longo da pandemia: o RN Mais Vacina - utilizado na administração da
vacinação - e o Regula RN - que administra os leitos da rede pública.
"Foram observados os óbitos de pacientes que foram
internados em leitos covid-19 SUS/RN no período de janeiro de 2021 a janeiro de
2022, considerando-se somente os óbitos após o início da imunização no
RN", informou o relatório.
Os cálculos levaram em conta o número de mortes em cada grupo
e a população que faz parte desses grupos.
Em janeiro, 95% dos internados no Hospital Giselda Trigueiro,
em Natal, não tinham a imunização completa contra a Covid-19.
Como resultado, os pesquisadores constaram que a taxa de
morte por Covid-19 entre pacientes internados e não vacinados era de 693,36 a
cada 100 mil habitantes, reduzia já no caso de pacientes com apenas uma ou duas
doses e chegava a apenas 2,89 mortes a cada 100 mil habitantes no caso de
pessoas que tomaram a dose de reforço.
Das mais de 3 mil mortes registradas ao longo de um ano,
2.183 foram de pessoas que não tomaram nenhuma dose de vacina. Já o número de
pacientes que tomaram a dose de reforço e, ainda assim, morreram com a doença,
foi de 30.
"A vacinação tem sido uma ferramenta de intervenção
pública bastante efetiva e como demonstrado neste Relatório. Sem dúvida, a
imunização completa com a dose de reforço são as condições que levam a maior
efetividade para evitar formas graves da covid-19 e óbitos. Neste contexto, o
estado deve se esforçar para ampliar rapidamente a cobertura vacinal, em
relação à D2 e à dose de reforço", diz o relatório.
Os pesquisadores ainda sugeriram duas metas para a vacinação
da população até a segunda quinzena de março: 85% com a D2 e 50% com a dose de
reforço (D3).
"Ampliar a cobertura da D2 e da Dose de Reforço (D3)
poderá contribuir para mitigar os possíveis efeitos da transmissibilidade
depois do carnaval", consideraram.
No dia 16 de fevereiro de 2022, o RN conseguiu alcançar 90%
de toda a sua população com pelo menos a primeira dose. Segundo os
pesquisadores, é possível que, ainda no mês de fevereiro, o estado consiga
chegar a 80% de toda a sua população com a segunda dose.
Veja o relatório completo aqui.
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