A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta
sexta-feira (24) que as contas de luz das famílias de baixa renda atendidas
pelo programa Tarifa Social vão continuar com a bandeira vermelha 2 em outubro.
O patamar representa uma cobrança de R$ 9,49 a cada 100
quilowatts-hora (kWh). Em nota, a agência informou que a manutenção indica
condições “muito custosas de geração de energia”.
Os consumidores atendidos pelo programa Tarifa Social são
isentos de pagar a bandeira escassez hídrica. A nova faixa, que vale para todos
os consumidores atendidos pelo Sistema Interligado Nacional (SIN), foi criada
pelo governo para fazer frente às despesas do acionamento de usinas térmicas e
das medidas adotadas para evitar apagões e até mesmo um racionamento de
energia.
Com a nova faixa, os consumidores pagam uma taxa adicional de
R$ 14,20 a cada 100 kWh consumidos. O valor representa um aumento de 49,63% no
valor cobrado na bandeira vermelha nível dois.
Ao anunciar a criação da bandeira escassez hídrica em agosto,
o governo informou que a conta de luz ficaria, em média, 6,78% mais cara.
“A bandeira visa a fortalecer o enfrentamento do período de
escassez de recursos hídricos, o pior em 91 anos, que reduz a produção nas
usinas hidrelétricas e aumenta o preço da energia”, afirmou a Aneel em nota. A
agência destacou que consumidores dos “sistemas isolados”, como Roraima, não
pagam bandeira tarifária. O estado é o único que não está conectado ao Sistema
Interligado Nacional (SIN).
A agência informou ainda que as famílias de baixa renda
continuam tendo direito a pagarem as bandeiras com os mesmos descontos que já
têm nas tarifas, de 10% a 65%, dependendo da faixa de consumo.
Com informações da CNN

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