A Pesquisa de Produção Agrícola Municipal de 2020, realizada
pelo IBGE, destaca que a lavoura temporária continua em expansão no Rio Grande
do Norte. Em 2020, a área plantada com esse tipo de cultura foi de 245.377
hectares, o que significa um acréscimo de cerca de 3 mil hectares em relação a
2019. De maneira similar, a área colhida em 2020 foi de 235.216 hectares, cerca
de 1.000 hectares a menos do que no ano anterior.
O IBGE considera temporárias aquelas culturas de curta ou
média duração - geralmente inferior a um ano -, em que após a colheita faz-se necessário
iniciar um novo plantio.
O levantamento apresenta informações sobre área plantada e
colhida, rendimento médio da produção, quantidade produzida e valor total da
produção de culturas temporárias e permanentes para todos os municípios que
possuem atividade agrícola no país.
O valor da produção chegou a R$ 1,5 bilhão, o que equivale a
um crescimento de 18,8% em relação a 2019. Esse aumento na região Nordeste foi
muito maior - 44,7% -, puxado principalmente pelos estados da Bahia e do
Maranhão, que ampliaram seus valores em cerca de R$ 7 e R$ 3 bilhões,
respectivamente.
No RN, destaque para Baía Formosa, Mossoró e Canguaretama,
que estão entre as três maiores áreas plantadas e colhidas e também os maiores
valores de produção. Mossoró responde sozinha por 17% do valor produzido com a
lavoura temporária de todo o estado em 2020, o que corresponde a R$ 267
milhões.
A área plantada na lavoura temporária em Baía Formosa e
Canguaretama é quase que plenamente coberta pela cultura da cana de açúcar. Em
Mossoró, os principais cultivos são melão (8.300 he), melancia (2.500 he),
feijão (2.300 he) e milho (2.200 he).
Mossoró ainda tem como principal cultura temporária o melão,
respondendo por 75,2% do valor deste tipo de produção no município (R$ 201
milhões).
Fonte: G1

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