O governo de São Paulo sancionou lei que obriga condomínios
residenciais e comerciais a informarem casos ou indícios de violência doméstica
contra mulheres, crianças, adolescentes ou idosos. Ao menos outros 15 Estados e
o Distrito Federal criaram regras semelhantes nos últimos dois anos. Mas, antes
mesmo dessas normas, síndicos e moradores já fazem campanhas de conscientização
e adotam até botão de socorro. Para especialistas, a medida, na prática, traz
desafios – desde evitar riscos para eliminar e denunciantes até o tipo de
sanção por descumprimento.
A lei paulista, sancionada dia 15, passa a valer na segunda
quinzena de novembro. Síndicos ou administradores devem informar agressões ou
suspeitas de violência em até 24 horas. Além disso, exige a colocação de
cartazes, placas ou comunicados que divulguem a lei e orientem como denúncias.
O governador João Doria (PSDB) , porém, vetou multa, que foi aprovado pela
Assembleia, sob argumento de que isso não seria competência do Estado.
Dos Estados que já têm a legislação, 11 – como Distrito
Federal, Bahia e Pernambuco, com penas de até R $ 10 mil – preveem multa. A
ausência da sanção financeira, para juristas, limita o alcance da lei (mais
informações nesta página). Mas eles dizem que essas normas têm, sobretudo, função
educativa, no objetivo de romper com a cultura de que “em briga de marido e
mulher não se mete a colher”.
Também tramita um projeto de lei nacional com previsão de
cobrança ao síndico ou condomínio que descumprir a regra. A proposta, já
aprovado no Senado, está na Câmara. Diante da pandemia e do isolamento social,
houve alta das denúncias de violência doméstica e risco maior de
subnotificação.
Colocar cartazes e o disparo de e-mails informativos também
foi uma medida proposta pela administradora de condomínios e imóveis Graiche,
ainda no início de 2020. Luciana Graiche, vice-presidente do grupo, conta que o
grupo também ofereceu uma cartilha aos síndicos, com orientações de como
conscientizar moradores e como denunciar. Além disso, desenvolveram um botão de
socorro para os mais de 90 mil condôminos atendidos por eles.
Ao apertar o botão “Quero ajuda” no site ou no app do serviço
condominial, uma vítima acesso a um formulário com perguntas simples. As
respostas são expressas à equipe do SOS Justiceiras, idealizado pela promotora
de justiça Gabriela Manssur, que inicia o contato via WhatsApp para prestar
auxílio.
Com informações complementares do Estadão

Nenhum comentário:
Postar um comentário