O Brasil alcançou nesta sexta-feira 40% da população acima
dos 12 anos com esquema vacinal completo contra a Covid-19. O Mato Grosso do
Sul é o estado com maior percentual da população imunizada com as duas doses.
Até agora, mais da metade da população (54,58%) já completou
o esquema vacinal. Por outro lado, o estado de Roraima apresenta a menor taxa
de cobertura vacinal, apenas 20%. Amapá, Acre e Tocantins seguem na lanterna
com menos de 30% da população imunizada com as duas doses. Os percentuais de
vacinação foram compilados pelo Instituto de Comunicação e Informação
Científica e Tecnológica em Saúde, da Fundação Oswaldo Cruz.
O governo de Roraima disse que a responsabilidade por buscar
quem não tomou a segunda dose é das 15 prefeituras do estado. A Secretaria de
Saúde afirmou ainda que “é recente a mudança que foi feita na redução do
intervalo de tempo para a aplicação da segunda dose e dessa forma é preciso um
tempo maior para a análise do número de pessoas que estão com a segunda dose
atrasada”.
Eles alegam que o estado tem cumprido sua responsabilidade em
manter o trabalho de distribuição das vacinas “para que as prefeituras façam a
sua parte e realizem a aplicação dos imunizantes de forma célere também”. Eles
não explicam por que o estado é lanterna no ranking de imunização.
Enquanto isso, o número de pessoas com a 2ª dose em atraso em
todo país ultrapassa os 15 milhões de pessoas (15.800.000). De acordo com
levantamento feito pela produção da CNN, Minas Gerais é o estado que apresenta
o maior número de pessoas sem a 2ª dose. De acordo com a secretaria estadual de
saúde de Minas, mais de um milhão e seiscentas mil pessoas (1.648.558) ainda
não tiveram o registro da D2 lançado no sistema do Ministério da Saúde. Em
segundo lugar está Pernambuco, onde 738.860 pessoas estão com a aplicação da D2
em atraso.
As secretarias estaduais de saúde, que responderam aos
questionamentos da CNN, informaram que os municípios, que são os responsáveis
pela campanha de imunização contra a Covid, devem fazer busca ativa no sistema
para convocar os faltosos.
A Fundação Oswaldo Cruz defende a exigência do passaporte
vacinal como política de proteção coletiva e estímulo à vacinação. Os
municípios de São Paulo (SP), Suzano (SP), Rio de Janeiro (RJ), Betim (MG) e
Florianópolis (SC) já exigem o chamado passaporte de vacinação para que as
pessoas possam entrar em alguns locais ou participar de eventos.
Na cidade do Rio, por exemplo, houve aumento na adesão à
vacinação após a exigência do comprovante de vacinação contra a Covid. A medida
passou a valer no dia 15 de setembro em locais de uso coletivo, como academias,
clubes, estádios e cinemas.
A capital fluminense alcançou 99,8% da população adulta
vacinada com primeira dose ou dose única. Com a 2ª dose, a imunização chega a
61,1%.
Com informações da CNN

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